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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Interpretações

O trabalho realizado no sábado 24 de setembro serviu para mostrar o quanto precisamos, no âmbito do Grupo Jesus de Nazaré, nos esforçar um pouco mais a fim de correspondermos à necessidade de habilitarmo-nos suficientemente para a boa interpretação das lições de Jesus, manifestando a condição de espíritas estudiosos. A essa atividade juntaram-se aos coordenadores - Isabel e Francisco - os companheiros Carminha, Egnaldo, Valquíria, Cristiane, Cláudia, Waldelice, Magali, Jaciara, Iva, Quito. Fernando, Luiza, Marilda, Eliene, Regina, Augusta, Railza e Lígia. Desta vez, tivemos o momento das virtudes, sob a condução de Isabel, que apenas promoveu a troca dos corações e distribuiu frases reflexivas do autor Lourival Lopes para uma breve meditação.
Então procedemos à leitura da lição do EADE - o primeiro tópico do Roteiro 5, sobre localizar no texto bíblico as passagens evangélicas que se deseja estudar - e em seguida dividimos a turma em três subgrupos, a cada qual entregando um exemplar da Bíblia Sagrada, do Novo Testamento traduzido por Haroldo Dultra Dias, e da Bíblia de Jerusalém. Junto com tais livros, juntamos as consignas do trabalho: 1 - Identifique no Evangelho de Mateus, fornecendo capítulo e versículos, o trecho em que o rei Herodes confundo Jesus com João Batista e aponte as dificuldades encontradas na realização desta tarefa; 2 - Do que trata o versículo 9 do Cap. 3 de Atos dos Apóstolos e qual a relação entre esse capítulo e um dos princípios básicos do Espiritismo?; e 3 - Em que parte do Evangelho de Lucas este afirma que Jesus é sinal de contradição e como Kardec aproveitou essas palavras numa de suas obras?
A primeira questão ficou a cargo do subgrupo formado por Marilda, Quito, Railza, Fernando e Egnaldo - mais tarde, Regina seria aí incluída; a segunda coube a Lígia, Luiza, Iva, Cláudia e Cristiane, que receberia a colaboração de Magali; e a última seria discutida por Carminha, Augusta, Eliene, Jaciara e Valquíria, mais Waldelice, que chegou depois de iniciada a tarefa. Findo o período da atividade prática, passamos então às considerações relativas a cada consigna. Em nome do primeiro subgrupo, Railza explicou que não houve dificuldade em cumprir a proposta da Coordenação, mas em entendê-la, uma vez que o assunto já fora estudado "há milhões de anos". Depois, Quito salientou ter revivido, nesse trabalho, o "trauma" de seu tempo de coroinha.
De acordo com o pessoal do segundo subgrupo, o relato do evangelista Lucas, autor também do livro Atos dos Apóstolos, trata, no trecho citado na consigna, dos princípios básicos do Espiritismo referentes à existência de Deus e da alma, mais a comunicabilidade dos Espíritos; segundo Iva, fui um pouco difícil realizar a atividade "por não estudar desse modo frequentemente". E Carminha, representando o terceiro subgrupo, declarou que, "por não sermos pastores evangélicos", observaram alguma dificuldade na resolução do problema elaborado pela Coordenação. Essa dificuldade ficou patente após Jaciara, munida de um smartphone, consultar na Internet uma página que oferecesse O Evangelho Segundo o Espiritismo (ESE) e encontrou, como correspondência do texto de Lucas (12:47), o capítulo 14 da obra de Allan Kardec. Isso provocou uma breve mas interessante celeuma, porquanto o Cap. 14 do ESE é intitulado "Honrar pai e mãe", ao passo que os ensinos aparentemente contraditórios de Jesus o Codificador os enfeixou no Cap. 23, sob o título de "Moral estranha".
Como o horário já não permitisse mais considerações, a prece feita por Fernando encerrou o trabalho.

domingo, 3 de abril de 2016

"Seja o teu falar..."

Como planejado, no sábado, dia 2 de abril, data comemorativa do nascimento do médium Francisco (Chico) Cândido Xavier, realizamos a atividade focada no prefácio que o Espírito Humberto de Campos escreveu para seu livro Boa Nova (psicografia de Chico Xavier), ao qual ele deu o título de "Na escola do Evangelho". Presentes estávamos Isabel, que foi oficializada na Coordenação do "Jesus de Nazaré", Waldelice, Valquíria, Egnaldo, Fernando, Maria Luiza, Cristiano, Marilene, Railza, Regina Mendes, Carminha, Eliene, Quito e este escriba, mais Ian, visitante, e Cristiane, nova integrante do Grupo.
Para a execução do trabalho, procedemos à leitura compartilhada do texto e depois destacamos duas frases para os comentários, embora o tempo só permitisse a abordagem de uma delas. Foram elas: "Meu problema atual não é o de escrever (e trocamos este verbo por "falar") para agradar, nem desagradar, mas escrever (falar) com proveito"; e "É que existem Espíritos esclarecidos e Espírito evangelizados, e eu, agora, peço a Deus que abençoe a minha esperança de pertencer ao número destes últimos".
Aberta a partilha, Marilene declarou que em seu segmento de trabalho, na Casa Espírita, precisa lidar com as mães cujos filhos são abrigados na Creche mantida pela Cobem: "Tenho que estou atuando com a realidade delas para chegar o mais perto que elas precisam, com foco nas crianças; nesse momento, minha fala tem de ser a de outros que procuram ajudar nessa tarefa; no dia a dia, não busco agradar, falo o que entendo e quero para mim mesma".
Jaciara, falando em seguida, observou que, antes, fazia tudo para agradar aos outros, moldando-se para dar o que as pessoas queriam: "Chegou um momento em que isso começou a pesar e soltei as amarras, tornando-me desagradável, e isto também não me satisfez; hoje prefiro calar, principalmente nas redes sociais; é um momento de maturação para mim e não sei o que vai sair disso tudo".
Por sua vez, Eliene considerou que "sempre fui desagradável e não faço questão de mudar em algumas situações; não sou de florear, sou de dizer e tenho pago um preço muito alto por isso; não sou de agradar ninguém: o que me incomoda eu digo; vou continuar falando, mas buscando a melhor maneira de alcançar o outro, porque quero que ajam assim comigo, com franqueza".
Egnaldo disse conseguir fazer isso (falar com proveito), de modo geral, "especialmente com a esposa", acrescentando que é difícil se comunicar com as pessoas quando não se é objetivo, para tornar a convivência razoável: "É difícil ser franco, porque a verdade dói", salientou. Waldelice esclareceu que procura seguir o Evangelho para tornar suas palavras proveitosas: "Se tenho dificuldade co alguém e quiser que ele melhore, busco o que o Cristo ensina, pois não gosto que ajam errado comigo".
Railza confessou não falar com proveito, mas com responsabilidade: "Você pode falar o que quiser, mas tem que observar como vai dizer", ressaltou, citando um episódio pessoal de cunho mediúnico; para ela, "minha fala suscita no outro um despertamento e me dou conta da responsabilidade no falar".
Segundo Valquíria afirmou, ela tem muito cuidado com a palavra, porque com ela "mostramos o que temos no interior e, dependendo da condição do outro, podemos jogar alguém no abismo"; ela também recordou o Evangelho e comentou que Jesus pontuou bastante a respeito da palavra, "que é a expressão de nossas emoções"; para ela, ferir as pessoas com a melhor das intenções é ferir sempre, de modo que "falar com proveito é falar com amor, e esse amor incondicional dedicado aos filhos deve ser ampliado para todos no círculo de convivência, vigiando sempre os pensamentos".
Tomando a vez, Regina citou frase de Paulo de Tarso segundo a qual "a palavra mata e o espírito vivifica" e recordou seu período como professora em sala de aula com os alunos meio rebelados num certo momento, após o que passou a refletir concluindo que o problema estava nela mesma, por não usar o poder do amor na relação com os discentes: "Mudei e as coisas melhoraram", disse, afirmando que hoje "sou agente da paz, fazendo com que as pessoas descubram o que há dentro delas e falando sempre com proveito, porque a palavra é energia que a gente emite".
Luiza também referiu-se às redes sociais e ponderou ser necessário meditar no que se lê ali, comentando certa frase atribuída a Divaldo Franco. Por fim, Fernando relembrou as recentes desencarnações de Roberto, membro do Grupo e Aurélio, marido de Carminha, trazendo um texto que leu após assegurar que o fulcro da atividade reconhecia o proveito da leitura: eram reflexões sobre a morte física como preâmbulo da vida espiritual propriamente. Depois, pedimos a esse companheiro que fizesse a prece final e encerramos o trabalho do dia.