quarta-feira, 29 de julho de 2015

Montanhas a remover

A incredulidade voltará à baila nos trabalhos do "Jesus de Nazaré" neste sábado, 1 de agosto, quando a companheira Regina concluirá a atividade iniciada há duas semanas. Desta vez, ela tomará por base o texto inicial do Cap. XIX de O Evangelho Segundo o Espiritismo, intitulado "A fé que remove montanhas". Como será um trabalho vivencial, como da vez anterior, as questões formuladas por Regina, sob a supervisão da Coordenação do Grupo, estão dirigidas ao comportamento de cada um dos participantes perante o Espiritismo, o Evangelho, "os compromissos mais sagrados da vida" que traímos vezes sem conta, conforme pondera Irmão X (Humberto de Campos), no relato sobre Judas, em seu livro Boa Nova (psicografia de Chico Xavier).
Vamos encarar o desafio?


sábado, 25 de julho de 2015

Mea culpa

O texto de Joanna de Ângelis constante do capítulo 9 do livro Momentos de Saúde e de Consciência (psicografia do médium Divaldo P. Franco), intitulado "Perante a consciência", abordou neste sábado, 25 de julho, especificamente nossa consciência de culpa, fazendo-nos refletir acerca dos comportamentos equivocados do passado com a responsabilidade de corrigi-los no presente, a fim de que o futuro não se nos apresente com os mesmos tormentos de antes. Para essa atividade compareceram Railza, Carminha, Waldelice, Quito, Valquíria, Marlene, Marilene, Magali, Luiza, Eliene, Roberto, Isabel, Lígia, Marilda e Fernando, mais este escriba dublê de Coordenador.
Feita a leitura, passou-se aos comentários e seguiu-se uma proveitosa conversa acerca de muitos pontos, nem todos vinculados ao tema em estudo, o que levou a Coordenação a frisar o sentido das palavras da Benfeitora Espiritual, afirmando ser preciso eliminar o que nos provoca a consciência de culpa, presente nos seres cuja mente ainda vibra na dimensão inferior da Vida. Disse ainda que a psicologia transpessoal identifica três níveis de consciência nos homens: a de sono, referente àqueles que não conhecem nem se interessam pela Verdade, manifestada nos homens materiais; a semidesperta, relativa àqueles que já vislumbram a Verdade e se esforçam por alcançá-la, manifestada pelos homens psíquicos; e, enfim, a consciência desperta, presente naqueles que não apenas conhecem, mas vivem a Verdade, sendo portanto os homens espirituais.
E porque os comentários enveredassem sobre a vida alheia, Valquíria observou que "quando olhamos o comportamento do outro é porque não queremos nos enxergar" e Luiza considerou que "falta-nos indulgência". Marilene procurou contemporizar, dizendo que "até fazemos contato com nossos defeitos, mas é difícil a mudança".
Depois, passou-se à leitura e abordagem do tópico 18 do Cap. V de O Evangelho Segundo o Espiritismo ("Bem-aventurados os aflitos"), abrindo as Instruções dos Espíritos: "Bem e mal sofrer", lição do Espírito Lacordaire que enaltece a resignação, virtude ativa tanto quanto a obediência às leis (ou à vontade) de Deus, e recrimina o desencorajamento frente às dificuldades da vida física. Esse desencorajamento, ou desânimo, atualmente se apresenta como depressão, a doença da alma que atinge níveis epidêmicos, grassando em vários países, desafiando o poder da Medicina e a capacidade dos terapeutas.
Mas a esse respeito os Espíritos nos dizem que o melhor remédio para a depressão é a vassoura, isto é, a ocupação da mente em atividades físicas realmente úteis, que vem a ser a dedicação ao serviço voluntário e abnegado em favor de alguém, de uma instituição, uma causa... A resignação, questionada por alguém no Grupo, como se trata, segundo Allan Kardec, de uma virtude ativa, constitui a forma de bem sofrer, contrapondo-se à lamentação e à revolta que caracterizam o mal sofrer.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

A consciência de cada um

Fisiologistas como o norte-americano Oliver Sacks não sabem definir a consciência, ou, por outro lado, a definem segundo suas concepções materialistas, entendendo-a como um "secreção" do cérebro. Os religiosos espiritualistas, contudo, a identificam com a alma ou uma instância desta. Mas os espíritas temos por certo que a consciência é um atributo do Espírito imortal, tanto quanto o livre-arbítrio. Essas informações todas servem para dizer que teremos um estudo diferente neste sábado, dia 25 de julho. Mudanças de planos são compreensíveis e, de vez em quando, necessárias, porquanto sobre a nossa impera uma vontade maior. É que nossa companheira Regina Mendes, encarregada de continuar a atividade realizada na semana anterior, terá outro compromisso, fazendo-nos recorrer ao "plano B", qual seja o de abordarmos a sequência do quinto capítulo de O Evangelho Segundo o Espiritismo ("Bem-aventurados os aflitos"), antecedido do texto de Joanna de Ângelis no livro Momentos de Saúde e de Consciência, exatamente no capítulo 9, no qual a autora espiritual discorre acerca da consciência...
Contamos com a participação de (quase) todos.


domingo, 19 de julho de 2015

Olhos de ver

As 18 pessoas que compareceram ao trabalho do sábado, 18 de julho, tiveram a oportunidade de reavaliar o potencial da fé de cada um, especialmente em relação ao Espiritismo, durante o trabalho realizado por Regina Mendes, sobre "O testemunho de Tomé", capítulo do livro Boa Nova (Humberto de Campos/Irmão X, psicografia de Chico Xavier). Além deste escriba, também coordenador do Grupo de Estudo Jesus de Nazaré, e Regina, estavam presentes, Creuza, Railza, Valquíria, Waldelice, Roberto, Cristiano, Fernando, Lígia, Nilza, Egnaldo, Eliene, Magali, Isabel, Marilene, Jaciara e Quito.
Como de hábito, primeiro leu-se o texto, no qual o autor espiritual apresenta o apóstolo que, dentre outros fatos, não acreditou na ressurreição de Jesus e precisou tocar-lhe as chagas para admitir a imortalidade do Espírito. Irmão X também ressalta a dificuldade de Tomé em compreender e aceitar a missão abnegada do Mestre galileu e pretendia buscas o beneplácito dos poderosos do mundo para a disseminação da mensagem evangélica. Ao final de leitura, Regina simplesmente pediu aos participantes que comentassem o argumento de Humberto de Campos ressaltando o que mais chamou a atenção no texto.
Primeira a falar, Valquíria observou a paciência de Jesus para com Tomé. Jaciara, afirmando que se identificou com o apóstolo, disse lembrar-se de seu comportamento anterior ao conhecimento do Espiritismo, quando duvidava de tudo: "Esse texto me tocou demais", revelando que muitas sensações se lhe despertaram, acreditando se um chamamento. Já Egnaldo declarou que o exposto pelo autor espiritual era "a prova da capacidade de alguém": "Tomé tinha razão em ser objetivo com Jesus, que não estava interessado em se exibir fazendo milagres", completou.
Nesse momento Creuza interveio para perguntar: "Todos nós acreditamos no Espiritismo, ao ponto de mantermos a fé nas horas de maior dificuldade?" Em resposta, Isabel argumentou que "o crescimento nos faz crescer" e Railza pontuou que Tomé vinha em seu processo de crescimento, consolidado quanto Jesus o convidou para tocar suas chagas. Voltando a falar, Creuza afirmou que importa nos darmos conta de nossa fé vacilante, salientando que, do ponto de vista da teoria, "temos tudo arrumadinho na mente, mas na hora de exemplificar a Doutrina, de dar o testemunho..."
Segundo Quito, a Doutrina Espírita nos dá um conforto que certamente muitos não têm: "Sabemos que estamos muito bem acompanhados, mas a fé é reduzida", disse. Para Creuza, embora nos digamos espiritualistas, é o materialismo que ainda nos conduz, como dirigiu Tomé, que queria o Evangelho sob os auspícios dos poderosos. Marilene declarou ainda não ter a fé muito sólida: "Estou me trabalhando", disse, relatando um problema de saúde para cuja solução pede a Deus para ter coragem e sabedoria, "para viver qualquer testemunho com fé, com a certeza de que é o melhor para mim". Quanto à semeadura em casa, ela disse não se culpar pela opção das filhas, que não seguem a Doutrina Espírita: "Fiz minha parte", observou.
Railza observou que, se estivesse pronta, "eu não estaria aqui, nessa disciplina", enquanto Eliene considerou que "no momento desesperador nem lembramos de Deus e até blasfemamos", salientando que "isso é da condição humana". Por sua vez, Roberto recordou mensagem mediúnica lida recentemente, reparando que ou estamos equivocados ou a Doutrina está certa, porquanto o autor da referida mensagem, afirmando-se espírita, via-se na retaguarda, ao passo que muitos profitentes de outros credos e até ateus se encontravam bem adiantados no tocante ao progresso espiritual.
Voltando a falar, Quito ressaltou as vezes em que teve de ser submetido a cirurgias, dizendo que em todas elas sabia não estar só, mantendo-se confiante apesar dos comentários "terroristas" de parentes e amigos encarnados. Eliene aproveitou e disse que, em questão de fé, não duvida do Criador, tanto no aspecto de saúde quanto no material: "Pela fé, sei que tudo se resolve". Já Valquíria salientou que "como educadora e espírita, damos coisas desnecessárias às crianças no momento em que elas começam a viver a encarnação, mas devemos oferecer o imprescindível, a orientação religiosa". Magali começou inquisitiva, perguntando "até quando ficaremos lendo o Evangelho sem vivê-lo?", para justificar essa condição tão nossa conhecida: "Nossa caminhada é aos pouquinhos..." Nessa pegada, Cristiano salientou ser um espírita "orelha-seca, aquele que nada sabe".
Chegada a vez de encerrar a atividade, Regina observou que o texto abordado chama-nos a um entendimento maior, sendo envolvente e até emocionante; para ela, o destaque é a sensibilidade de Humberto de Campos, Espírito, que traça o perfil de Tomé sem criticar o comportamento desse apóstolo. Em seguida, ela convidou-nos a conhecer o texto do Espírito Hamed sobre o assunto, no capítulo intitulado "O grão de mostarda", constante do livro Renovando Atitudes, psicografia de Francisco do Espírito Santo Neto: "É um texto técnico", disse ela, "que nos informa sobre o que é a fé que remove montanhas, ao contrário da nossa, ainda muito frágil". Como seu trabalho vai continuar no próximo sábado, dia 25 de julho, Regina solicitou à turma que lesse os primeiros tópicos do Cap. XX de O Evangelho Segundo o Espiritismo e por fim fez a leitura da mensagem do Espírito Irmã Rafaela intitulada "O chamado", constante do livro homônimo do escritor espírita Francisco Muniz:

O chamado
(Irmã Rafaela, Espírito)

Que tenho eu de mim para ofertar, Senhor? Por que recorres a mim? Como Pedro, não tenho ouro nem prata. Ao contrário de Paulo, não tenho o amor que supre a falta de virtudes; como Tomé, minha fé é ainda vacilante; como muitos que passaram pelo sacrifício, ainda temo...
Que tenho, Senhor, para te dar? Por que confias em mim? Eu ando por caminhos escusos, ando mesmo em trevas, mas me acenas com tua luz. Ainda trilho os caminhos da indiferença, alheio aos irmãos caídos, mas me apontas a oportunidade do serviço; ainda me vejo desatento quanto à realidade divina, mas me mostras a razão do compromisso...
Por que a mim, Senhor? Por que eu? Que tenho eu para te dar? Ao contrário de Pedro, não tenho talento para a pesca; oposto de João, a vida mística não me atrai; assim como Judas, eu também te trairia... por que me chamas, Senhor, que tenho eu para te dar?
E no entanto me chamas, Senhor, parece que confias em mim - e isto me confunde. Que vês em mim que não percebo? Será que meus erros, minha imperícia e minha incúria não te incomodam? Meu egoísmo e meu orgulho, tão grandes, não te assustam? Não sou dos teus, Senhor, e me queres mesmo assim? Por que me chamas?
Oh, compreendo! Agora compreendo...
Sim, minhas feridas, minha dor, tu as queres curar! Senhor, isto muito me comove, mas não sou digno de teu apreço... Sim, isto não te importa, pois o médico não quer saber quem é o doente, só quer ajudá-lo. Oh, Senhor, cura-me então! Eu te peço - e te dou minha enfermidade, minha alma enferma para que a cures!...

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Ver para crer

Regina Mendes vai se encarregar da atividade deste sábado, 18 de julho, enfocando um tema do livro Boa Nova, nascido da parceria entre o Espírito Humberto de Campos, que na obra assina com o pseudônimo de Irmão X, e Francisco Cândido Xavier. Regina escolheu trabalhar o comportamento do apóstolo Tomé, de certo modo muito similar àquele desempenhado por Judas. Segundo os manuscritos encontrados em Qumram, no Mar Morto, Tomé teria deixado também registros de sua convivência com Jesus, no evangelho que leva seu nome. O escritor Hermínio Miranda, já desencarnado, fez uma interessante pesquisa em torno do Evangelho de Tomé, produzindo um livro muito bom no qual destaca a importância dos conhecimentos gnósticos daqueles tempos recuados. Quanto aos ensino do Mestre galileu, consta que certa vez Jesus, observando que Tomé merecia saber algo mais que os outros membros do colégio apostolar, afastou-se com ele para transmitir determinado ensinamento. Quando Tomé voltou para perto de seus companheiros, estes lhe perguntaram o que o Cristo lhe havia ensinado. A resposta de Tomé foi tão reticente quanto enigmática: "Se eu lhes disser o que ele me falou, vocês tomarão pedras para jogar em mim e dessas pedras saírá fogo que queimará vocês."
Vamos ver o que vai sair desse trabalho?



segunda-feira, 13 de julho de 2015

De médico e de louco...

A atividade do sábado, dia 11 de julho, contou com a participação de Fernando, Valquíria, Nilza, Luiza, Railza, Roberto, Regina Mendes, Waldelice, Egnaldo, Lígia, Magali, Marilene, Marilda, Cristiano, Jaciara e este escriba, dublê de coordenador. Em primeiro lugar, procedeu-se à leitura do oitavo capítulo do livro Momentos de Saúde e de Consciência ("Insatisfações e utopias"), no qual a Benfeitora Joanna de Ângelis pondera acerca dos mecanismos utilizados pela criatura negligente para fugir das próprias responsabilidades quanto ao alcance dos objetivos de crescimento espiritual, adotando subterfúgios geradores de estados mórbidos "pelo que gostaria de ser, de ter, de parecer". Finda a leitura, a Coordenação lançou o questionamento para início dos comentários: "Isto é conosco?"
Com a palavra, Marilene declarou lutar para não ter piedade de si mesma: "Me esforço para reverter as situações adversas", disse, enquanto Egnaldo salientou que as fugas descritas por Joanna em seu texto acontecem por insegurança. E pondo mais "lenha na fogueira", o coordenador voltou a questionar: "Quais são nossos reais interesses na vida, levando-se em consideração que, mais que meros seres humanos, somos espíritos imortais em tarefa de aperfeiçoamento na Terra?" Então Luiza comentou que está interessada em sua evolução, "para não chegar lá (ao plano espiritual) com as mãos vazias".
Segundo Valquíria, é excelente a fase que atravessamos presentemente, em que podemos enxergar mais claramente nossas mazelas morais, afirmando que nossos conflitos nascem da exigência sobre o outro, não fazendo nossa parte: "Não nos conhecemos e identificamos no outro o que somos", ressaltou. Roberto, por sua vez, considerou que, quando vê desequilíbrio, "penso que podemos mudar a situação dando o bom exemplo", acrescentando que "recolho-me quando não posse fazer nada materialmente". Depois disso, Luiza trouxe à baila a questão da autoridade moral no âmbito familiar, apresentando como exemplo sua convivência com os filhos e os netos.
Regina contou um episódio pessoal para dizer que em breve será avó mas enfrenta uma certa dificuldade com o filho e a namorada dele, pela "invasão" de seu espaço: "Meu trabalho atual", disse ela, "é não entrar na energia da ansiedade". Railza aproveitou seu tempo para contar que está encerrando sua participação numa das reuniões mediúnicas da Casa, dizendo acreditar ter encontrado afinal a tarefa que quer desenvolver, cuidando de crianças numa instituição voltada para o cuidado de pequenos portadores de câncer.
Em seguida fez-se a leitura do tópico "Suicídio e loucura", do Cap. V de O Evangelho Segundo o Espiritismo ("Bem-aventurados os aflitos"), após o que a Coordenação citou explicação do Mentor Emmanuel, segundo quem loucura é viver segundo os valores do mundo, em detrimento da realidade espiritual, considerando também que, conforme ponde Allan Kardec, o Espiritismo é o melhor preservativo da loucura e do suicídio. Railza, a propósito, observou que a administração de drogas para enfermidades como depressão e para a hiperatividade em crianças tem induzido ao suicídio, "porque os pais não querem ter o trabalho de educar esses seres com necessidades especiais". 

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Sanidade

O tópico sobre "O suicídio e a loucura", constante do Cap. V de O Evangelho Segundo o Espiritismo será o assunto da atividade deste sábado, dia 11 de julho, quando também abordaremos o texto do oitavo capítulo do livro Momentos de Saúde e de Consciência (Joanna de Ângelis, por Divaldo Franco). Será portanto, mais uma oportunidade para avaliarmos, no âmbito do "Jesus de Nazaré", a quantas anda nossa sanidade psíquica, levando em conta o arrazoado de Allan Kardec, para quem o Espiritismo é um preservativo em relação ao suicídio e à loucura, doenças morais decorrentes do materialismo, o grande inimigo que a Doutrina dos Espíritos veio combater.
Até lá, portanto, fazer nossa parte.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Folga

Neste sábado, dia 4 de julho, o Grupo Jesus de Nazaré estará folgando, mas o trabalho continua na Cobem, que realiza, nessa data, a programação do Encontro Macrorregional deste ano, promovido pela Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB). As atividades englobarão as diversas áreas de atuação do Centro Espírita - mediunidade, assistência social, atendimento fraterno, doutrinária e administração -, reunindo trabalhadores das Casas componentes do Conselho Distrital que compreende o bairro de Brotas e adjacências. Desse modo, as reuniões do Grupo só serão retomadas no dia 11 deste mês, para a apresentação do trabalho de Regina Mendes sobre um tema retirado do livro Boa Nova.
Até lá.