quinta-feira, 19 de abril de 2018

Salvação dos ricos

Esse é o tema a ser explorado neste sábado, 21 de abril, no âmbito do "Jesus de Nazaré". O objetivo é aprofundar nossas reflexões em torno das lições do Evangelho a fim de melhor nos conhecermos e identificarmos os pontos que precisamos trabalhar internamente em nosso processo de reforma íntima. A base para esse trabalho é o primeiro tópico do capítulo 16 de O Evangelho Segundo o Espiritismo ("Não se pode servir a Deus e a Mamon"), intitulado "Salvação dos ricos". Nessa atividade também vamos recordar a Parábola do Trabalhador no Campo, que também faz referência ao modo como a Coordenação fará a abordagem, de forma a ampliar o leque de possibilidades de interpretação das lições de Jesus. Contamos com a participação de todos.
Até lá.

domingo, 15 de abril de 2018

Personalidade versus Individualidade

"Por que eu ainda não sou Eu?"

Essa pergunta curiosa fizemos nós - a Coordenação - aos companheiros que se apresentaram ao trabalho realizado no sábado 14 de abril, baseado nas profundas reflexões de Carlos Torres Pastorino em sua obra monumental Sabedoria do Evangelho. O objetivo era falar do Cristo Interno e da necessidade de deixar brilhar a luz da Centelha Divina, para iluminar a personalidade, única forma de propiciarmos a unificação da criatura com o Criador, no encontro sublime com a Consciência Cósmica. Para essa atividade estavam presentes Eliete, Carminha Sampaio, Carminha Brandão, Iva, Isabel, Railza, Waldelice, Bia, Regina, Augusta, Nilza, Marilene e Marilda.
Depois da explicação fornecida por este Coordenador dublê de escriba, após leitura de um trecho do segundo volume da obra de Pastorino, no qual ele fala das dificuldades na evolução espiritual, apresentou-se a consigna - a frase curiosa lá de cima - e os participantes foram convidados a refletir em duplas com base não nos próprios defeitos, mas no que efetivamente produz as más qualidades que ainda observamos no íntimo. Após vários minutos de conversa, chegou o momento da partilha grupal.
Segundo Waldelice, "o 'eu' é meu egoísmo, minha falta de fé, minha dificuldade de aceitar". Para Iva, "eu sou espírito encarnado, ainda dependo do eu inferior ligado ao ego". Marilene condicionou aquele defasagem mostrada na consigna às escolhas próprias: "Escolho não fazer contato com o Cristo Interno, com a luz; fico no comodismo, com o que é fácil; na porta estreita, levo meus fardos, mas deixo tudo [quando] na [estrada]  larga." Para esta companheira, essa é "uma reflexão complicada", uma vez que o caminho é [cada um] se questionar sobre as escolhas feitas.
Nesse ponto, a Coordenação fez breve interferência para recordar a experiência de Sócrates, que em seu tempo foi reconhecido como o homem mais sábio da Grécia; questionado a respeito, disse apenas saber que nada sabia, de modo que, como pregou Huberto Rohden, o filósofo deve amar a própria ignorância.
Em seguida, Railza fez um discurso sobre a necessidade de se ter consciência de si mesmo - e frisou já ter chegado a esse estágio -, apontando, contudo, sua discordância com o pensamento de Pastorino. Regina, por sua vez, comentou que "ainda precisamos atender ao 'eu' para atingir o 'Eu'"; conforme disse, "a ficha só caiu" para ela quando numa comunicação mediúnica foi-lhe revelada uma ocorrência de seu passado espiritual.
Carminha Sampaio observou ser essencial se perguntar sempre "quem sou eu?" para atender à consigna do trabalho; para ela, "o outro lado do 'eu' vive sempre sufocado por aquele que quer ser maiúsculo; o pequenino é autoritário, com amigos que só insuflam a vaidade dele". Falando por último, Augusta recordou parte da letra de uma antiga composição musical que diz que "ninguém é de ninguém, na vida tudo passa". E como já estivéssemos no encerramento do trabalho, uma prece feita por Nilza, envolvendo os companheiros ausentes, especialmente aquele que atravessam situações de enfermidade, quais Egnaldo e Fernando, finalizou o encontro.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

De volta aos trabalhos

Depois da pausa do dia 7 de abril, quando os integrantes do "Jesus de Nazaré" foram convidados a participar do primeiro Encontro de Trabalhadores da Cobem em 2018, agora é hora de retomar as atividades de estudo das lições do Evangelho. Assim, neste sábado, dia 14, a Coordenação assumirá o trabalho introduzindo uma reflexão acerca do livro Sabedoria do Evangelho, de Carlos Torres Pastorino, enfocando a dicotomia Personalidade versus Individualidade. A posposta é fazer observar por que não estamos tendo muito sucesso no processo de reforma íntima e o que fazer para que o processo de autoconhecimento seja de fato bem sucedido. Será, portanto, uma oportunidade para mergulharmos um pouco mais profundamente dentro de nós mesmos e identificarmos o que internamente facilita ou atrapalha a realização do processo individual de aprimoramento espiritual consoante a recomendação de Jesus: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará".
Contamos com a participação de todos.


sexta-feira, 30 de março de 2018

Flores e virtudes

No sábado 24 de março o Grupo compareceu à segunda parte do trabalho elaborado por Nilza e Carminha, sobre a pureza de coração, desta vez abordando as virtudes que se nos apresentam em germe e necessitam ser desenvolvidas. Presentes, além delas duas, Beatriz, Iva, Regina, Eliete, Eliene, Egnaldo, Valquíria, Cristiane, Cristiano, Augusta, Fernando, Luiza, Marilene, Marilda, Cláudia e este escriba, também Coordenador.
De início, foram apresentados cartazes com imagens e frases de Allan Kardec, Jesus e Rabindranath Tagore, o poeta indiano que ditou o livro Filigranas de Luz a Divaldo Franco, para leitura e reflexão silenciosa. Em seguida, Nilza explicou como se processaria a atividade e convidou os presentes para uma vivência, quando cada um recebeu um copinho com água e uma dobradura em forma de flor fechada que ao ser colocada sobre a água teve as pétalas abertas e no interior se podia ler uma virtude.
Foram então formados subgrupos de acordo com a cor das “flores” para comentar esta consigna: “A virtude que recebi eu já possuo ou preciso desenvolver?” Depois de alguns minutos de conversa entre os participantes, foi aberta a partilha.
Eliete, falando primeiro, disse ter sido premiada com o altruísmo e, emocionada, declarou ser o que precisa praticar “em casa, na rua...”, agradecendo as dádivas recebidas, sabendo-se amparada pelo Alto, razão por que divide os benefícios que recebe. Waldelice obteve a benevolência, mas observou que ainda não apresenta esse ornamento na alma, “a não ser em alguns momentos”.
A humildade coube a Marilda, que salientou precisar se exercitar muito para ver-se realmente humilde, “mas estou a caminho” – disse. Já Eliene, com a compaixão em sua flor, declarou saber de suas qualidades e afirmou ser compassiva “na maioria das vezes”. Observando que sua virtude, a caridade, traz em verdade um conceito abrangente, Fernando apenas contou um episódio que vivenciara recentemente.
Marilene, por sua vez, não se espantou por ter tirado a flexibilidade, revelando viver, na função que desempenha na Casa, vários momentos de inflexibilidade, de rigidez, de modo que se interroga: “preciso ser assim?”; segundo disse, ela sofre muito achando que está certa. Já Egnaldo, vendo a justiça na flor escolhida, afirmou ser essa virtude “algo superior, sublime”, ressaltando que a justiça “deve funcionar em todos os níveis da minha vida, aplicando-a a mim também”.
União foi a virtude de Cláudia, que acusou certa dificuldade em ser agregadora, apesar de trabalhar em equipe, porque “vejo a dificuldade dos outros em assumir as responsabilidades [do serviço profissional] e faço isso sozinha”. Regina ficou com a confiança em sua fala recordou passagem do Evangelho e admitiu que ainda não confia em Deus, porque nos momentos de aflição entra em desespero e não vê além da situação.
“Acham que sou paciente, mas não sou”, disse Valquíria, comentando a virtude revelada em sua flor; segundo ela, “há momentos em que preciso muito de paciência, mas geralmente rodo a baiana” – afirmou. Iva, de posse da compaixão, revelou que o exercício dessa virtude depende dela mesma e para tanto busca os recursos necessários.
Augusta tirou a fé e, para ela, conforme salientou, essa virtude “significa Jesus, que resume minha vida, a fé que preciso ter para aguentar as paradas de minha vida”. Quem obteve a gratidão foi Luiza, para quem “devemos agradecer pelas provas, pelo apoio da família”. E Beatriz, finalmente, apontou a perseverança como uma das virtudes que precisa aprimorar bastante, porque, como disse, tem dificuldade em assimilar certos ensinamentos do Evangelho e do Espiritismo.



Pureza de coração

A atividade realizada no dia 17 de março, a cargo de Carminha e Nilza, sobre o tema “Bem-aventurados os puros de coração”, teve a participação também de Eliete, Beatriz, Valquíria, Egnaldo, Jaciara, Iva, Eliene, Railza, Marilene, Cláudia, Wal, Marilda, Luiza, Fernando, Regina e Augusta, mais este escriba dublê de Coordenador.
O trabalho, focando no egoísmo, uma das duas grandes chagas da Humanidade, segundo os Espíritos Superiores informaram a Allan Kardec, relacionando também o orgulho, começou com a distribuição de uma consigna, na forma de uma frase para reflexão individual e posterior comentário em duplas, antes da partilha. A frase foi esta: “Qual a recompensa de meu egoísmo?”
Aberta a partilha, Fernando declarou ser terrível, nefasta mesmo essa recompensa, porquanto “só dá prejuízo, com certeza”; este companheiro revelou, entretanto, usar uma estratégia para amenizar em si os efeitos do egoísmo: “Eu me lembro de Jesus que, como Filho de Deus, com tudo sua sabedoria veio para a Terra trazer sua mensagem, convivendo com aquelas pessoas ainda rudes. Lembro do que ele fazia, porque não dá para viver a vida do outro, temos de aceitar o outro, respeitando o mundo de cada um.”
Para Egnaldo, porém, a recompensa é “nenhuma!”, disse enfaticamente, pontuando que o egoísmo se manifesta quando incomoda o vizinho. Jaciara também não conseguiu perceber qualquer recompensa e relatou um episódio profissional. “Meu egoísmo me ensina muitas coisas”, observou Cláudia, explicando que isso acontece “quando caio em mim e vejo que minha atitude prejudicou a outros e não só a mim”.
Segundo Railza, “minha atitude egoísta me ensina a ser altruísta e a recompensa é o aprendizado”. Por sua vez, Eliene ressaltou que, “para estar bem com o outro, preciso estar bem comigo mesma”; para ela, há benefícios a considerar, como o serviço. A ponderação de Regina salientou a proverbial dificuldade de se viver o Evangelho: “Não amamos a Deus, nem ao próximo, como a nós mesmos”.
Valquíria referiu o julgamento que sofre no âmbito familiar: “Sou egoísta quando tenho compromissos com a Casa e me disponho a cumpri-los”, disse, salientando ser essa sua recompensa, “porque não me apego às coisas materiais”. Para Iva, “não há recompensa, o egoísta é infeliz, porque não sabe dividir”.
Na conclusão da atividade, Carminha leu texto baseado nos conceitos de Huberto Rohden, citando o Mahatma Gandhi e destacando a necessidade de renunciar a si mesmo, como pede o Cristo.

De volta


As atividades do novo ano letivo no “Jesus de Nazaré” começaram no dia 10 de março, como uma apresentação integrativa coordenada pela Coordenação. Tivemos, nesse primeiro dia, a presença de Waldelice, Iva, Eliene, Regina, Beatriz – que retornava ao Grupo depois de longa ausência –, Cláudia, Egnaldo, Valquíria, Egnaldo Júnior (visitante), Lígia, Carminha, Fernando, Luiza, Marilda, Cristiane, Jaciara, Eliete e Augusta, mais os coordenadores Isabel e este escriba.
A dinâmica consistiu em, primeiro, ler um texto edificante (“Antes, porém...”, de André Luiz, Espírito, pela psicografia de Chico Xavier) e, depois, pedir ao grupo que refletisse sobre um acontecimento auspicioso e sobre algo desagradável que tivesse experimentado durante o recesso.
Para a partilha, a Coordenação solicitou que os participantes comentassem unicamente os acontecimentos felizes; aqueles outros, desagradáveis ou tristes (ou “chatos”, como referiu Isabel), foram escritos numa folha de papel e colocadas numa cestinha no centro da sala, “entregando a Deus (à Espiritualidade) a solução do problema”. Esses papéis seriam depois incinerados.
Chegada a hora da partilha, Eliene pediu a palavra para citar uma frase atribuída ao papa Francisco – “Fale muito de Deus, pouco de você e nada dos outros.” – e salientou ter passado dois meses de férias com a família na Ilha de Itaparica e isso “não teve preço”, porque “foi extraordinário, só aprendizado”. Regina, por sua vez, referiu sua viagem a Gramado (RS), “num momento em que eu precisava relaxar junto a companhias agradáveis”.
Em seguida, Beatriz declarou saber que é felizarda por ter muitos amigos – “eu nem sabia que tinha tantos!” –, fato que se revelou em razão da enfermidade que atravessa, razão pela qual se sente “muito grata”. Já Cristiane considerou o nascimento de seu neto como o episódio mais feliz que pode observar nos últimos meses, em função do que “exercito a capacidade de ser mais paciente e generosa”, sentimentos que até então sufocava, segundo disse.
Para Egnaldo, é com alegria que observa a relação entre seus filhos e netos (tios e sobrinhos), enquanto Marilda explicou ter fechado um ciclo em sua vida ao se aposentar do trabalho noturno, “cumprido com satisfação”. Eliete, emocionada, revelou que “só coisas boas aconteceram” e por isso “agradeço a Jesus, que me ajuda sempre”.
Iva também destacou a união familiar, ressaltando “a compreensão dos filhos e genro”, fazendo-a sentir-se bem; ela ainda salientou que no período aumentou sua autoconfianças: “Estou mais organizada quanto à adaptação ao que está ocorrendo, para não me fragilizar”, disse, referindo-se à programação jornalística da TV.
O que felicitou Valquíria durante o recesso foi a descoberta de que está aberta aos conhecimentos novos: “Não sabia que tinha esse potencial”, frisou, acrescentando não saber, também, “que era tão amparada pela Providência Divina”; ela se referia a um momento doloroso em família, quando teve de levar seu filho à emergência hospitalar, em cujo ambiente recebeu manifestações de solidariedade.
A seu turno, Fernando considerou que 2017 “foi um ano de muita dor”, trazendo, no entanto, “um maior ganho para meu espírito”. Já Egnaldo Júnior reafirmou que “nada é por acaso” e passou a relatar o drama que protagonizou no início deste ano, por ter relaxado em 2017, segundo observou: “Fui chamado a refletir com base no aprendizado espírita, para valorização da vida, focando no positivo”.
Tomando a palavra, Isabel comentou sua mudança para um novo apartamento, que envolveu a venda do anterior, no que considerou prática do desapego. Para Luiza, o grande momento feliz do período foi a chegada de uma nova netinha, “alegrando ainda mais a família”. Para Jaciara, “muitas coisas boas aconteceram e tomar consciência disso é o melhor”.
“Fui à praia com uma filha; saí leve, dormi bem” – confessou Augusta. E Waldelice, encerrando os comentários, observou que diante de um infortúnio algo bom sempre acontece – e confidenciou o acidente automobilístico do qual sua neta, sozinha no carro, saiu ilesa.
No encerramento do trabalho, Isabel sorteou um livro de mensagens edificantes com a recomendação de que o sorteado – no caso, Valquíria – apresente, futuramente, um trabalho sobre um tema tirado dessas páginas. Valquíria se comprometeu a escolher um companheiro para a execução dessa tarefa.
Por último, a Coordenação fez o sorteio dos temas a serem trabalhados a partir de abril, cabendo a Cristiane elaborar uma atividade sobre a prece, enquanto Luiza “escolheu” desenvolver uma apresentação relativa ao perdão e Waldelice irá trabalhar a paz; Eliene ficou com o tema da fé e Carminha deverá elaborar algo sobre o binômio caridade-mediunidade.
Uma prece encerrou os trabalhos desse primeiro dia.


quarta-feira, 14 de março de 2018

Pureza

Uma vez retomados os trabalhos alusivos ao novo ano letivo, no âmbito do "Jesus de Nazaré", neste sábado, dia 17 de março, Carminha Sampaio e Nilza fazem apresentação sobre o tema "Bem-aventurados os puros de coração", pretendendo oferecer meio para reflexão e posterior decisão, por parte dos integrantes do Grupo, no sentido de corresponder às recomendações do Cristo. A base desse trabalho são a orientações recolhidas nos livro do filósofo Huberto Rohden e na obra Sabedoria do Evangelho, de Carlos Torres Postorino, além, naturalmente, dos subsídios de O Evangelho Segundo o Espiritismo, por Allan Kardec.
Compareçamos.