segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Ressurretos?

"De que modo você se prepara para testemunhar e viver sua própria ressurreição?"
Essa consigna marcou a apresentação da segunda e última parte do trabalho de Marilda, sobre o capítulo 22 de Boa Nova (Humberto de Campos/Chico Xavier), intitulado "A mulher e a ressurreição". A questão foi formulada previamente tendo por base a afirmação do Espírito Emmanuel que, numa de suas mensagens ditadas a Chico Xavier, a ressurreição, segundo a interpretação espírita, consiste na imediata adaptação do Espírito ao Plano Espiritual.
A atividade teve a participação de Cláudia, Carminha, Jaciara, Luiza, Fernando, Quito, Egnaldo, Iva, Marilene, Magali, Waldelice, Railza, Regina, Isabel, Lígia e Valquíria, mais este escriba, dublê de Coordenador, e Graça, que nos visitava na manhã daquele sábado, 29 de outubro.
Como Isabel fizesse rapidamente a troca dos coraçõezinhos de papel com as virtudes, sem pedir a prestação de contas, a palavra ficou com Marilda, que começou lendo o texto de Humberto de Campos, explicando o conceito de ressurreição a partir do significado em grego e em hebraico, além da interpretação de Allan Kardec contida em A Gênese ("Aparições de Jesus após sua morte"), enfatizando, antes da partilha grupal, o item 63 desse livro, sobre "O maior milagre de Jesus".
As reflexões iniciais foram feitas em trios e coube a Egnaldo iniciar a partilha e ele afirmou já ter-se feito esse questionamento, concluindo por estar "muito mal preparado" e por isso "não teria condições de ressurgir". Iva declarou acreditar, desde há muito tempo, "na presença de Deus em mim", acrescentando que assim se prepara, toda noite, para dormir; quanto à ressurreição, ela disse que, para tanto, tem que lutar muito. Segundo Quito, "vamos com a mala pronta para essa ressurreição e peço que a primeira coisa que me aconteça (após desencarnação) seja entender o que houve e me comportar de acordo com esse encontro, para que minha recepção seja a melhor possível".
Para Waldelice, ao pensar no retorno ao plano espiritual ele quis barganhar com Deus, pedindo para voltar somente com os compromissos quitados, para não não deixá-los como herança às filhas: "Procuro me melhorar, me esclarecer, entender o outro, saindo da crítica - tudo isso é preparação", revelou. Graça também pediu para colaborar e salientou ter feito link com o ressurgimento comportamental, ressaltando que, a respeito, deve mudar atitudes e pensamentos. "Sou um ser ressurreto", afirmou Railza, salientando, porém, que se prepara atribuindo significado a todas as experiências vividas, sejam positivas ou negativas: "Acolho todas as vivências com o outro, tirando o que há de bom para me transformar, não sendo indiferente a nada nem a ninguém".
Carminha relatou um episódio sobre alguém de suas relações que desistiu de suicidar porque lembrou-se dela e argumentou que essa tal preparação para a ressurreição é cotidiana: "É sair de você para chegar ao outro", disse, acrescentando que, para isso, segue ajudando o máximo que puder. Para Fernando, preparar-se para a ressurreição é adotar a atitude de Maria de Magdala, que em vez de lamentar a morte de Jesus, como os demais discípulos, manifestou um sentimento mais elevado e realista e foi ao túmulo procurar o Cristo; ele viu nesse episódio algo semelhante à visita do Mestre às irmãs Marta e Maria.
Segundo Valquíria, tudo está em nossa consciência: "Não ajudaremos ao outro se não tivermos ultrapassado nossas limitações", esclareceu, salientando que "não podemos ensinar o que não sabemos"; ela também afirmou ser a preparação uma atitude diária, exigindo sacrifício permanente. Então Marilda procedeu ao encerramento da tarefa afirmando preparar-se para a ressurreição desde que reencarnou e faz isso cotidianamente mesmo, reinventando-se a cada situação vivenciada, por mais difícil que seja. Depois ela leu o texto do Espírito Amélia Rodrigues intitulado "Redenção" (íntegra abaixo), psicografado por Divaldo Franco e constante do livro Primícias do Reino, pondo fim ao trabalho.

***

Redenção

O mergulho de Jesus nos fluidos grosseiros do orbe terráqueo é a história da redenção da própria humanidade, que sai das furnas do “eu” para os altos píncaros da liberdade.
Vivendo nos reinados de Augusto e Tibério, cujas vidas assinalaram com vigor inusitado a História, o Seu berço e o Seu túmulo marcaram indelevelmente os tempos, constituindo sinal divisório da Civilização, acontecimento predominante nos fastos da vida humana.
Aceitando como berço o reduto humílimo de uma estrebaria, no momento significativo de um censo, elaborou, desde o primeiro momento, a profunda lição da humildade para inaugurar um reinado diferente entre as criaturas, no justo momento em que a supremacia da força entronizava o gládio e a púrpura atapetava o solo, alcatifando o piso por onde passavam os triunfadores.
E não se afastou, jamais, da diretriz inicial assumida: o de servo de todos.
Acompanhando a marcha tresloucada do espírito humano que se encontra atado aos sucessivos ciclos dos renascimentos inferiores, na roda das paixões escravizantes, fez que pioneiros e embaixadores da Sua Morada O precedessem cantando as glórias superiores da vida e do belo, para propiciar os sonhos de elevação e as ânsias sublimantes...
Alexandre Magno conquistou o Mundo sem conseguir, no entanto, intimidar os filósofos que habitavam as margens do Indo. Apaixonado por Homero, dizia encontrar na Ilíada inspiração ao amor e à guerra que lhe dava glórias... Logo passou, e aos 33 anos sucumbiu, depois de ter vivido o correspondente a várias vidas...
Os direitos dos povos pertenciam aos dominadores e o homem não passava de animal de carga, nas garras da força.
Depois dEle, Marco Aurélio registra os pensamentos que fluem da mente privilegiada, sob elevada inspiração de Emissários Sábios enquanto peleja nos campos juncados de cadáveres...; as hostes selvagens, em nome da hegemonia política de vândalos elevados ao poder, irrompem voluptuosas, quais labaredas humanas crepitantes e carbonizantes, e atrás de suas legiões ficam os destroços, as cinzas, as dores agudíssimas das cidades vencidas e enlutadas.
Os triunfadores de um dia erigem monumentos à própria insânia, que a soberba qualifica de glória, mas que ruem quando os construtores se consomem...
... Tudo passa! A Grande Esfinge tudo devora...
Tronos refulgentes, sólios esplêndidos, coortes brilhantes ao Sol, conquistas grandiosas, civilizações douradas e impiedosas, os tempos vencem...
Ele chega silencioso, pulcro, e fica.
Reúne a malta dos aflitos e os agasalha ao próprio peito.
Nada solicita, coisa alguma exige.
Libertador por excelência, canta o hino da verdadeira liberdade, ensinando a destruição dos elos da inferioridade que junge o homem às mais cruéis cadeias...
Embosca-se na carne, mas é Sol de incomparável luz, clareando o fulcro dos milênios.
Ao suave balido da Sua mansa voz, acordam as esperanças e se levantam os ideais esquecidos.
Ao forte clamor do seu verbo, erguem-se os dias, e as horas do futuro vibram, aprofundando no cerne do mundo os alicerces da Humanidade Feliz do porvir.
Admoesta e ajuda.
Verbera, rigoroso, e socorre.
Aceita a oferenda do amor mas não enclausura a verdade nas paredes do suborno.
Rei Celeste, comparte das necessidades dos pecadores e vive entre eles.
Permuta o contato dos anjos pela comunhão do populacho da verdejante e calma Cafarnaum, trocando os esplendores da Via-Láctea pelas madrugadas rubras do lago piscoso.
Prefere os entardeceres ardentes de Jericó à epopéia célica dos astros em infinito meio-dia.
Aceita o pó das estradas ermas e calcinadas de Caná, Magdala, Dalmanuta, e as suas fronteiras que se perdem no Sistema Solar, Ele as estreita entre o Mar e o Hebron, entre a Síria e o país de Moab...
Deixa a gleba paradisíaca para tomar de um grão de mostarda e elaborar com ele uma cantata, sofrendo calor asfixiante; esfaimado, pede a uma figueira frutos que, fora de época, não os pode dar...
Senhor do Mundo, Causa anterior existente, deixa-se confundir na turba, na multidão esfarrapada, que em fúria busca o amor sem saber identificá-lo; na multidão, sim, na qual, sofrendo, encontra a razão do Seu glorioso martírio.
Entre os sofredores, canta as mais eloqüentes expressões que o homem jamais ouviu.
As Suas Boas Novas são orquestradas pela musicalidade espontânea da Natureza, no cenário das primaveras e dos verões, entre as aldeias e o lago, no coração exuberante da Terra em crescimento...
E traído, magoado, encarcerado, vencido numa Cruz, elege uma tranqüila e luminosa manhã para ressurgir, buscando uma antiga obsediada para dizer-lhe que a vida não cessa, e que o Reino de Deus está dentro do coração, reafirmando, insofismável, ficar “conosco todos os dias até o fim do Mundo”, retornando, assim, ao Pai, onde nos espera vencidas as refregas libertadoras da ascese em que hoje nos empenhamos com sofreguidão.



quinta-feira, 27 de outubro de 2016

O grupo

Falta alguém?

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

De volta à Boa Nova

Neste sábado, dia 29 de outubro, retomaremos nossas atividades rotineiras, com a apresentação da segunda parte do trabalho de Marilda sobre o capítulo "A mulher e a ressurreição", do livro Boa Nova (Humberto de Campos, Espírito/Chico Xavier, médium). Desta vez, deixaremos de parte a condição da mulher - em termos - para abordar um assunto dos mais pertinentes ao entendimento da missão de Jesus, do papel dos espíritos na Terra e no espaço e do próprio edifício doutrinário do Cristianismo. Como é praxe, essa atividade terá característica vivencial e convidará os participantes a um exame aprofundado quanto a sua posição perante o Cristo.
Todos lá, portanto!


domingo, 23 de outubro de 2016

Trabalhador atua comprometido

No futuro
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Quando o homem gravar na própria alma
Os parágrafos luminosos da Divina Lei,
O companheiro não repreenderá o companheiro,
O irmão não denunciará outro irmão.
O cárcere cerrará suas portas,
Os tribunais quedarão em silêncio.
Canhões serão convertidos em arados,
Homens de armas volverão à sementeira do solo.
O ódio será expulso do mundo,
As baionetas repousarão,
As máquinas não vomitarão chamas para o incêndio e para a morte,
Mas cuidarão pacificamente do progresso planetário.
A justiça será ultrapassada pelo amor.
Os filhos da fé não somente serão justos,
Mas bons, profundamente bons.
A prece constituir-se-á de alegria e louvor
E as casas de oração estarão consagradas ao trabalho sublime da fraternidade suprema.
A pregação da Lei
Viverá nos atos e pensamentos de todos,
Porque o Cordeiro de Deus
Terá transformado o coração de cada homem
Em tabernáculo de luz eterna,
Em que o seu Reino Divino
Resplandecerá para sempre.


(Do livro "Pão Nosso", cap. 41, edição FEB)

***


A leitura da mensagem acima abriu o encontro de qualificação dos trabalhadores da Cobem, realizado nos ábado, 22 de outubro, em torno do tema "Por que escolhi ser um trabalhador espírita?", sob a condução de Adilton Pugliese - cuja exposição acompanhamos e aqui resumimos - e Marinalva Pereira. Adilton iniciou fazendo-nos ouvir o "Hino ao amor" imortalizado por Edith Piaf (vídeo abaixo) e em seguida apresentou o ideal de Peter Drucker, que ele considera "o papa da administração", motivador de um dos muitos livros desse autor de origem austríaca: "Pelo que você desejaria ser lembrado?". Depois, o expositor citou os seis passos que Allan Kardec estabeleceu para a boa atuação do trabalhador espírita: 1 - qualificação; 2 - informação; 3 - observação; 4 - envolvimento; 5 - comprometimento; e 6 - realização da missão.


Adilton é, declaradamente, um apaixonado pela vida e pela obra do Codificador da Doutrina Espírita, em quem observa três perfis de lideranças e respectivas finalidades, conforme o próprio Kardec relata em Obras Póstumas, ao referir o que seus guias espirituais  - principalmente o Espírito de Verdade - lhe disseram ao informá-lo da missão que o aguardava: 1 - para agradar a Deus: humildade, modéstia e desinteresse; 2 - para lutar contra os homens: coragem, perseverança e firmeza; e 3 - para o êxito da missão: prudência e tato, devotamento, abnegação e disposição a todos os sacrifícios. Segundo Pugliese, esses pontos cabem também aos seguidores de Kardec, que somos todos nós na atualidade.


A missão do Centro Espírita foi igualmente abordada pelo expositor, afirmando que essas instituições devem se transformar, como propõe o médium Divaldo Franco, na célula viva da comunidade onde se encontram, para a criação de uma mentalidade fraternal e espiritual das mais relevantes, porque será escola e santuário, hospital e lar, onde as almas encontrarão diretrizes para uma vida feliz e sobreviver aos choques do mundo. Assim, por extensão, a missão dos espíritas, chamados a levar a palavra divina aos grandes e eruditos - que a desprezarão - e aos pequenos e simples, que a ouvirão de bom grado, de acordo com a mensagem do Espírito Erasto em O Evangelho Segundo o Espiritismo.


Adilton também tratou do "produto" das sociedades sem fins lucrativos, quais os centros espíritas, tema que interessou a Peter Drucker, para quem esse produto é um homem mudado, uma vida transformada: "Seu produto é uma criança que aprende, um jovem que se transforma num adulto com respeito próprio". Daí se infere a importância do papel social do Centro Espírita, que vem a ser a unidade fundamental do movimento espírita, forjadora de homens e mulheres de bem e idealistas; um foco do ideal de renovação, núcleo de vivência fraterna, uma universidade de almas.


Entretanto, o Centro Espírita também é passível de conhecer fatores de desequilíbrio, disse Pugliese, apontando, nesse caso, a hostilidade dos sentimentos, a perversão do senso moral e a turbação da harmonia. Para ele, dos espíritas é esperado o comprometimento, junto com o envolvimento mental e emocional, além da motivação para contribuir com a causa espírita com aceitação da responsabilidade. Nesse sentido, importa observar os pilares desse comprometimento: amor ao próximo; respeito humano; fidelidade aos princípios espíritas; convivência fraterna e companheirismo; amor ao trabalho; e presença. 




quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Mais outra folga

O programa deste sábado, 22 de outubro, é o trabalho que Adilton Pugliese realizará junto com Marinalva Pereira - ambos destacados servidores da causa do Cristo - em proveito dos trabalhadores da Casa de Oração Bezerra de Menezes. Por conta desse evento, o Grupo Jesus de Nazaré experimentará mais uma interrupção de suas atividades ordinárias, devendo seus integrantes participarem do encontro maior, no Salão Doutrinário.
Vamos lá!

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sábado, 15 de outubro de 2016

Exaltação da mulher

A realização do bom trabalho apresentado por Marilda neste sábado, 15 de outubro, infelizmente não teve a participação que merecia, pois boa parte dos companheiros faltou à atividade. Presentes estávamos Fernando, Luiza, Valquíria, Nilza, Cláudia, Lígia, Magali, Waldelice, Augusta e Marilene, além deste coordenado-escriba e a já citada Marilda. Egnaldo também compareceu, mas saiu antes do trabalho começar, pretextando uma atividade com o público infantil em outro local.
Antes de iniciar a atividade propriamente, Marilda solicitou ao pessoal que cada um emitisse sua opinião acerca de Maria de Magdala, levando Marilene a considerar que o mais marcante na figura de Madalena é sua transformação a partir da convivência com Jesus. Fernando lembrou que a única apóstola do Cristo reencarnara no século XX como a religiosa Madre Tereza de Calcutá, enquanto este narrador referiu o ciúme de Pedro em relação a Madalena e que Jesus dissera profeticamente "se eu quiser, farei dela um homem".
Então se fez a leitura da primeira parte do capítulo 22 do livro Boa Nova ("A mulher e a ressurreição") e Marilda distribuiu a consigna do trabalho  "De que maneira você compreende os papéis do homem e da mulher na vida de relação, principalmente na vivência dos postulados evangélico-espíritas?" - para breve meditação e discussão em duplas, antes da partilha grupal. Segundo Luiza, "sempre me senti mulher; tenho esse compromisso como mãe, esposa e professora".
Para Waldelice, o casal espírita não cobra um do outro o comportamento em relação à vivência doutrinária. Já Fernando declarou que essas desavenças vão existir por mais algum tempo ainda, porque, disse, fazem parte do processo de convivência.
Cristiane observou o compromisso espiritual de se nascer homem ou mulher, uma vez que o Espírito não tem sexo; segundo ela, sentimentalmente a mulher, demonstrando maior sensibilidade que o homem, está mais ligada à prática das lições do Evangelho, sabendo renunciar, por amor, a várias coisas e situações da vida, sendo, portanto, a tolerância manifestada pela mulher uma das principais razões pra manter a longevidade das uniões na Terra, salientando, porém, que homens e mulheres realizam experiências distintas.
Por sua vez, Valquíria ressaltou que, neste momento de transição planetária, "essa relação também experimenta mudança, para compreensão do masculino e do feminino no âmbito do Espírito"; segundo ela, estamos próximos desse entendimento, embora culturalmente fiquemos presos aos valores do passado. Já Lígia considerou que "observamos mudanças de papéis ao longo da história: o homem cuida da casa enquanto a mulher ocupa posições na sociedade, ao passo que se discute a questão sexual como parte da autonomia feminina".
Também Magali ofereceu sua contribuição, afirmando que a mulher em certos aspectos é vitimizada ante a condição física do homem em sua figura de machão; para ela, as mães muitas vezes ajudam a perpetuar a cultura de submissão da mulher junto aos filhos. De acordo com Marilene, as transformações vistas hoje fazem parte do processo de evolução do planeta e que "precisamos aprender a conviver com as duas polaridades". Augusta fez coro: "Somos espíritos; vamos aprender a ser irmãos!"
No final, Marilda leu pequeno trecho do livro Caminho, Verdade e Vida (Emmanuel/Chico Xavier) no qual o autor espiritual exalta a condição de Maria Madalena, e pôs a tocar a música "Super-homem, a canção", de Gilberto Gil, de onde retiramos estes versos:

"Quem sabe, o super-homem venha nos restituir a glória
mudando, como um deus, o curso da história
por causa da mulher..."

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Mulheres em pauta, de novo!

"Um dia, vivi a ilusão de que ser homem bastaria
que o mundo masculino tudo me daria do que eu pudesse ter
que nada, minha porção mulher que até então se resguardara
é a porção melhor que trago em mim agora..."

Esses versos, de "Super-homem, a canção", composição inspiradíssima do cantor e cantor baiano Gilberto Gil, vai dar o mote do trabalho que nossa companheira Marilda realizará no Grupo Jesus de Nazaré, abordando o capítulo 22 do livro Boa Nova ("A mulher e a ressurreição"). Em seu texto psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier, o Espírito Humberto de Campos trata tanto da valorização da mulher por Jesus quanto da resistência do homem em admitir a importância feminina em sua própria vida, principalmente quando da vivência religiosa, ou melhor, na companhia do Cristo, como no início dos tempos evangélicos. Nesse capítulo, Humberto de Campos narra as dificuldades de Simão Pedro em relação a Maria Madalena e como Jesus, com muita paciência, esclarece esse seu apóstolo acerca da posição da mulher no Reino dos Céus. Será, portanto mais uma oportunidade valiosa para refletirmos sobre nosso comportamento, além de repetirmos tópicos do aprendizado espírita, para melhor e vivência do Evangelho.
Vamos lá?

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domingo, 9 de outubro de 2016

Não nego, meu nego!

Neste sábado, 8 de outubro, a turma reuniu-se disposta a continuar o trabalho desenvolvido por Carminha desde a semana anterior, enfocando o capítulo 12 do livro Boa Nova ("Amor e renúncia"), desta vez enfatizando a segunda parte, que trata especificamente do ensinamento de Jesus sobre a renúncia segundo o olhar percuciente do Espírito Humberto de Campos. Além de Carminha e dos coordenadores - Isabel e Francisco -, fizeram-se presentes Cristiano, Marilene, Luiza, Railza, Quito, Iva, Egnaldo, Fernando, Waldelice, Magali, Marilda, Nilza, Valquíria e Cláudia. Houve outra presença, só detectada mediunicamente, pela vidência de Railza, que identificou entre nós o saudoso Roberto Miguel, desencarnado no início deste ano.
A atividade começou quando, após a prece, Carminha solicitou a formação de duplas e a cada par distribuiu uma passagem do Evangelho de Marcos (8:34), na qual Jesus ensina os critérios para quem deseja segui-lo: "Negue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me", apresentando, em seguida, esta consigna: "Que tenho em mim para sacrificar?". Compreensivelmente, algumas pessoas entenderam o verbo sacrificar por seu sentido pejorativo, mas a maioria deu conta do recado, conforme a partilha após as reflexões em dupla.
Assim, Egnaldo revelou que há "muita coisa" a que necessita renunciar, como o orgulho e a impaciência, para ser mais gentil com os outros e corrigir seu olhar. Waldelice, por sua vez, declarou não ver sacrifício na própria vida: "Tudo que faço é espontâneo, por amor"; mas depois que a Coordenação explicou o sentido do sacrifício, esta companheira referiu o orgulho e a vaidade como algo que necessita de fato sacrificar.
Para Marilene, o que tem para sacrificar é a ignorância: "Por mais que busco fazer contato com a Revelação divina, ainda conservo a ignorância do passado e peço sabedoria para sair desse patamar, entendendo melhor o convite do Cristo, a quem não posso seguir com ambição e egoísmo; tenho de largar esses fardos, priorizando o ser em vez do ter, vendo o divino em mim e no outro". Fernando disse que, antes de conhecer a proposta de Jesus, "eu era um fariseu intolerante; depois, ensaiei o ressurgimento, mas não fui adiante; agora é que estou lutando para tomar a cruz e atender ao chamado, sacrificando minha negligência e a intolerância, em todas as áreas de atividade".
Magali considerou que, além do orgulho, tem sua vontade para sacrificar, a fim que, como é dito no Pai Nosso, seja feita a vontade de Deus - contou um pouco da história de Santa Irene como exemplo. Railza também referiu a intolerância como algo passível de ser sacrificado em sua personalidade; ressaltou, contudo, estar longe da autonegação - "Jesus que tenha paciência comigo!" -, acrescentando ser, para os outros, exemplo dos erros que não se devem cometer, nada mais.
Quito apontou os vícios morais, como a intolerância, a incompreensão, a vaidade, o egoísmo, a presunção...: "Tudo isso temos de sacrificar de imediato e é difícil", disse. A seu turno, Iva salientou negar-se a si mesmo pela "dieta do momento agressivo", preferindo silenciar para preservar a boa convivência com aqueles que não nos entendem ainda; e ela frisou: "Isso não é sacrifício para mim!" Luiza também destacou a necessidade de diminuir a intensidade da intolerância e da impaciência presentes em seu ser, observando que "é sacrifício lidar com certas pessoas". Por fim, Isabel igualmente salientou achar não ter que negar-se, "mas sinto necessidade de fazer mudanças íntimas", procurando equacionar o ser e o ter.

***

Encerrada a partilha, Carminha procedeu à leitura da segunda parte do capítulo 12 de Boa Nova, enfatizando a proposta de Jesus de renunciarmos às coisas do mundo para a construção do Reino dos Céus em nós mesmos. Ela citou trecho do livro Plenitude (Joanna de Ângelis/Divaldo Franco) e também a explicação esotérica de Carlos Torres Pastorino sobre "odiar pai e mãe", falando dos veículos da personalidade humana, cujo império (domínio do ego) contraria o Cristo interno.
Carminha também especificou a luta íntima do Espírito encarnado em função de sua dualidade na carne: corpo e alma; segundo a companheira, o que nos deve importar é a natureza do Espírito em sua construção, 'saindo da zona de conforto para ir até o outro", a fim de servir com prazer, conforme as recomendações de Jesus. O trabalho foi encerrado com a leitura de mensagem do livro O Chamado, de autoria do Espírito Irmã Rafaela e publicado por Francisco Muniz (leiam abaixo).

***

O chamado

Que tenho eu de mim para ofertar, Senhor? Por que recorres a mim? Como Pedro, não tenho ouro nem prata. Ao contrário de Paulo, não tenho o amor que supre a falta de virtudes; como Tomé, minha fé é ainda vacilante; como muitos que passaram pelo sacrifício, ainda temo...
Que tenho, Senhor, para te dar? Por que confias em mim? Eu ando por caminhos escusos, ando mesmo em trevas, mas me acenas com tua luz. Ainda trilho os caminhos da indiferença, alheio aos irmãos caídos, mas me apontas a oportunidade do serviço; ainda me vejo desatento quanto à realidade divina, mas me mostras a razão do compromisso...
Por que a mim, Senhor? Por que eu? Que tenho eu para te dar? Ao contrário de Pedro, não tenho talento para a pesca; oposto de João, a vida mística não me atrai; assim como Judas, eu também te trairia... por que me chamas, Senhor, que tenho eu para te dar?
E no entanto me chamas, Senhor, parece que confias em mim - e isto me confunde. Que vês em mim que não percebo? Será que meus erros, minha imperícia e minha incúria não te incomodam? Meu egoísmo e meu orgulho, tão grandes, não te assustam? Não sou dos teus, Senhor, e me queres mesmo assim? Por que me chamas?
Oh, compreendo! Agora compreendo...

Sim, minhas feridas, minha dor, tu as queres curar! Senhor, isto muito me comove, mas não sou digno de teu apreço... Sim, isto não te importa, pois o médico não quer saber quem é o doente, só quer ajudá-lo. Oh, Senhor, cura-me então! Eu te peço - e te dou minha enfermidade, minha alma enferma para que a cures!...



quarta-feira, 5 de outubro de 2016

O velho "papo" da renúncia

Que haverá em comum entre Abraão levar seu filho Isaque à ara do sacrifício solicitado por Deus e o Espírito Irmã Rafaela repetir o convite do Cristo em seu livro O Chamado? Isto saberemos neste sábado, dia 8 de outubro, durante a realização da última etapa do trabalho de Carminha sobre o texto "Amor e renúncia", 12.º capítulo de Boa Nova (ditado pelo Espírito Humberto de Campos à mediunidade psicográfica do Chico Xavier). Será mais uma oportunidade para considerarmos a importância da recomendação de Jesus a todos quantos almejem segui-Lo: "Renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me".
Todos lá, porque vai ser bom.


sábado, 1 de outubro de 2016

"Amigo é coisa..."

"- Meu amigo não voltou do campo de batalha, senhor. Solicito permissão para ir buscá-lo - disse um soldado ao seu tenente.
- Permissão negada - replicou o oficial. - Não quero que arrisque a sua vida por um homem que provavelmente está morto.
O soldado, ignorando a proibição, saiu e uma hora mais tarde regressou, mortalmente ferido, transportando o cadáver de seu amigo.
O oficial estava furioso:
- Já tinha lhe dito que ele estava morto! Agora eu perdi dois homens. Diga-me: valeu a pena trazer um cadáver?
E o soldado, moribundo, respondeu:
- Claro que sim, senhor! Quando o encontrei, ele ainda estava vivo e pôde me dizer: "Tinha certeza de que você viria!"

Moral da história: amigo é aquele que chega quando todo mundo já foi."


***

Essa história forneceu subsídio para o trabalho que Carminha realizou neste sábado junto ao Grupo Jesus de Nazaré, abordando a primeira parte do capítulo 12 do livro Boa Nova (Humberto de Campos, Espírito/Francisco C. Xavier), intitulado "Amor e renúncia". Dos companheiros matriculados no Grupo, somente Regina e Railza não compareceram à atividade, estando presentes, portanto, além da supracitada e dos coordenadores - Isabel e Francisco -, Egnaldo, Quito, Fernando, Cristiano, Cláudia (visitante/aluna ouvinte), Waldelice, Marilda, Jaciara, Cristiane, Lígia, Valquíria, Luiza, Marilene, Eliene, Magali, Iva e Maria Augusta. O encontro também incluiu, no final, a comemoração em lembrança dos aniversariantes do mês, como Magali e Eliene.
Para a execução de seu trabalho, Carminha dividiu a turma em duplas e distribuiu a cada uma delas cópias da história acima, para reflexão acerca do valor da amizade a partir desta consigna: "Qual sua atitude na relação com o outro?" Finda essa etapa, foi aberta a partilha e Waldelice fez o primeiro depoimento. Segundo ela, "valorizo muito o amigo, que é como um irmão consanguíneo, e ajo do mesmo modo com relação a todos que precisam de mim". Por sua vez, Egnaldo comentou que sua relação com o outro é procurar observar "para ver se sou entendido", dispondo-se a tratar bem a todos e aprender alguma coisa. Em seguida, Luiza considerou que "ser amigo é respeitar a pessoa e procurar ajudar".
Jaciara foi taxativa: "Não quero ter um milhão de amigos, como Roberto Carlos", disse, acrescentando que a ela bastam dois ou três amigos fiéis, junto aos quais se esmera com naturalidade e intensidade, "porque amigo é algo que transcende, vem de outras encarnações", não importando, portanto, o fato de estarem distanciados: "Minha relação não é de ligar e procurar todo dia, toda hora, mas mesmo com a distância lembramos um do outro", pois "o verdadeiro amigo não faz cobranças". E antes que saísse da reunião por conta de um outro compromisso, Quito revelou daria a mão não só ao amigo, mas a outros, "em certas circunstâncias"; com os amigos, disse ele, "temos de ser gentis e cordiais, mas com os outros devo agir no bem, sem me importar de não ser amado".
Para Eliene, "há o amigo e há a pessoa por quem temos muita gratidão", salientando não guardar rancor em seus relacionamentos, frisando ser esse o primeiro passo para a construção de uma grande amizade. Já Valquíria ressaltou ter amigos e com eles, mesmo que os não veja, diz que todos sabem do sentimento recíproco da amizade, embora haja aqueles que questionem o distanciamento: "Faço um esforço imenso para entender aqueles que estranham", mas o Evangelho nos ensina as lições do perdão e da caridade, para superarmos as energias negativas nas relações". Na opinião de Fernando, "amigo é Sheila Almeida (a segunda presidente da Cobem), que me deu a lição de não ser soberbo"; depois de contar a história que motivou essa observação, o companheiro revelou que, com Sheila, aprendeu a trabalhar seu orgulho.
"Estou buscando viver a forma verdadeira de ser amigo, sem passar a mão pela cabeça do outro", disse Marilene, antes de Carminha fechar essa etapa e passar para o segundo momento, quando leu o texto de Humberto de Campos e propôs esta reflexão: "Como você se comporta com o outro, perante as ponderações de Jesus?". Então Iva comentou que procura se comportar como amiga e que Jesus é o único que não nos abandona no meio do caminho; segundo ela, tudo é conduzido pela Espiritualidade maior, mas individualmente "eu me esforço para agradar, isso é  meu". Waldelice confessou ter uma dificuldade na relação com os amigos, salientando que se dá por inteiro mas "quando sou tratada com maledicência, não sei o que me dá, mas algo se quebra dentro de mim, como se me jogassem um balde de água fria..."
Eliene fez eco à fala de Fernando e declarou ter também dificuldade de pedir ajuda: "Acho que posso me suprir sozinha", disse, acrescentando que nós nos acostumamos a esconder nossas fraquezas. E Valquíria, por fim, salientou que amigo não é o que pede, nem o que dá, mas o que sente: "Tenho dificuldade de ser a santa; tem hora que a gente sofre, tolera, mesmo com o amigo distante, mas a gente sente que somos amigos", declarou, acrescentando que essa dificuldade é sentida no lar, na Casa Espírita, em toda parte, "mas estamos aqui para aprender a viver bem".