quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Segunda tentativa com Bruno

Neste sábado, dia 3 de setembro, deveremos proceder ao trabalho idealizado para a semana anterior, abordando o item 3.4 do Roteiro 4 do EADE a partir tanto das proposições evangélicas do texto, convidando-nos à obtenção de recursos facilitadores da interpretação das lições de Jesus, quanto da frase do filósofo "herege" Giordano Bruno, queimado pela Inquisição católica ao apagar das luzes do século XVI. Essa frase, sobre a qual discutimos brevemente no encontro do dia 27 de agosto, fala-nos da necessidade de examinarmos livremente os fatos e pensamentos próprios e alheios para deles tirarmos as mais proveitosas conclusões, se verdadeiramente queremos realizar um bom exercício filosófico. E, é bom frisar, o Espiritismo nos convida a isso, reafirmando a proposta do Cristo: "Conhecereis a verdade e a verdade vos tornara livres".
Até lá.

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domingo, 28 de agosto de 2016

Interregno filosófico

Não fosse o momento das virtudes, quando os integrantes do "Jesus de Nazaré" relatam as circunstâncias do exercício semanal de vivência de uma das muitas qualidades da alma, e pouco teríamos a relatar, em razão do restrito comparecimento à reunião do sábado, dia 27 de agosto. Presentes, além dos coordenadores - Isabel e este escriba -, estavam Egnaldo, Valquíria, Jaciara, Waldelice, Railza, Fernando, Marilene e Nilza. Um dos motivos para a ausência dos demais companheiros talvez fosse a realização da 2ª. Feira da Cobem, que ocupou tanto o Salão de Eventos quanto as duas salas contíguas, uma das quais o Grupo utiliza para suas atividades rotineiras, fazendo-nos "mudar de endereço" momentaneamente, ocupando a sala do Memorial.
Assim, sob a arguição de Isabel, Jaciara pediu a palavra para comentar que, na semana anterior, atravessara um período de irritação provocada por um acontecimento familiar, mas foi o suficiente para prestar atenção na virtude escolhida, o amor ao próximo, observando melhor quem está perto de si. Railza, que trabalhou mais uma vez a benevolência (segundo ela, há um mês vem fazendo isso), frisou que se lembra dessa virtude toda vez que comete atitudes impensadas, movida principalmente pelas circunstâncias familiares. Já Egnaldo, que vivenciou a paciência, relatou estar refletindo sobre sua postura como cidadão e pai de família. E Marilene, a quem coube a coragem, declarou querer ter coragem para trabalhar a benevolência. Por fim, Waldelice, que trabalhara a honestidade, salientou que essa virtude é importante na hora de dizer a verdade aos outros.
Mas para não ficarmos somente avaliando nossas (poucas) qualidades, e para introduzirmos o assunto que nos reuniu e só será explorado mesmo no próximo sábado, dia 3 de setembro, a Coordenação distribuiu cópias de uma frase de Giordano Bruno (abaixo), provocando alguns comentários, especialmente em relação da premonição desse filósofo no século XVI quanto à revelação espírita, que se faria aos homens somente cerca de 300 anos depois. Eis a frase:

"Aquele que deseja filosofar deve, antes de tudo, duvidar de todas as coisas. Não deve adotar posição num debate antes de ouvir as várias opiniões e considerar e comparar as razões pró e contra. Jamais deve julgar ou adotar posição com base no que ouviu, na opinião da maioria, na idade, nos méritos ou no prestígio do orador em questão, mas deve proceder segundo a persuasão de uma doutrina orgânica que seja fiel às coisas reais e a uma verdade que possa ser entendida à luz da razão."

(Giordano Bruno - 1548-1600 -, sacerdote cristão e filósofo queimado vivo pela Inquisição sob a acusação de heresia.)

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Giordano Bruno entra em cena

Mas o que Giordano Bruno tem a ver com nossas tentativas de interpretação do Evangelho pela Doutrina Espírita? Quem é esse tal de Giordano Bruno? Ah, foi aquele herege queimado nas fogueiras da Inquisição na Idade Média, né? Tá, mas terá ele alguma ligação com o Espiritismo e com nossos recentes estudos? É o que veremos neste sábado, dia 27 de agosto, quando continuaremos abordando o terceiro tópico do Roteiro 4 do EADE, agora no item 3.4, que nos fala sobre "O sentido das expressões". Na ocasião, teremos a oportunidade de refletir mais uma vez a cerca de importante passagem evangélica e assim poderemos entender a relação com o filósofo cristão sacrificado pelo Santo Ofício pela prática de heresia.
Vamos lá?


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Das circunstâncias da vida

"Temos aprendido a lançar a rede, conforme a ponderação de Jesus, para valorizar/aproveitar as circunstâncias de nossa vida?". Essa foi a consigna do trabalho realizado no sábado, dia 20 de agosto, sobre o item 3.3 ("Circunstâncias e fatos: sentido geral e específico") do Roteiro 4 do EADE, mobilizando grande parte dos integrantes do "Jesus de Nazaré". Estávamos presentes Jaciara, Isabel, Carminha, Valquíria, Waldelice, Quito, Fernando, Luiza, Marilda, Nilza, Cristiane, Regina, Lígia, Maria Augusta, Cristiano, Marilene e este Coordenador/escriba.
Antes de tudo, procedemos à apuração dos exercício das virtudes ao longo da semana e assim Valquíria revelou ter perdido o coraçãozinho de cartolina com a indicação da paciência e Quito, que trabalhou a compaixão, ressaltou a necessidade de se ajudar os enfermos que persistem cometendo equívocos;  Jaciara apenas informou estar trabalhando a tolerância e Marilda referiu a prudência, a qual alia à compaixão, "para não agir sem pensar".
Finda essa etapa, fizemos a leitura do texto e depois dividimos a turma em trios para as reflexões a partir da consigna, elaborada de modo a fazer referência às duas passagens evangélicas anotadas no item citado do EADE: a multiplicação dos pães e a pesca milagrosa. Aberta a partilha, Regina comentou que, ao longo de sua vida, cada situação mereceu saber o porquê, mas ela fugia sempre, apesar de vivenciar essas circunstâncias com sofrimento; só depois viria a entender, chegando à conclusão de tudo é aprendizado.
Em seguida, Fernando declarou lembrar-se dos primórdios da construção da Cobem, quando não havia recursos, só dificuldades, numa época de constantes crises: "Mas Noélia confiava, sem se manter indiferente, e as atividades continuaram, sem solução de continuidade, apesar das circunstâncias adversas". Já Augusta considerou a "limitação da carne" como impeditivo para seu avanço na solução dos problemas vividos no âmbito familiar, embora já compreenda a razão das barreiras encontradas: "Na próxima encarnação, voltarei com mais conhecimentos para evitar ações prejudiciais" - disse.
Para Waldelice, temos lançado a rede, sim, e com confiança, como o apóstolo Pedro, "pois fazemos isso muitas vezes, embora queiramos soluções imediatas". Carminha, por sua vez, observou que "ficamos tão presos às dificuldades e Jesus só apresenta solução (razão pela qual) pouco colaboramos para resolver os problemas; precisamos nos dar conta de nossa pequenez e começar a ter confiança na Espiritualidade, que nos dá força para a resolução de nossas questões, com lucidez".
Marilda recordou a importância e a dificuldade de se perguntar o que Jesus faria? na hora de resolver um problema: "Fico desconfortável (ante essa proposta), pois somos limitados pela pouca evolução e quando pensamos estar certos de algo, dentro de nós (uma voz silenciosa) diz que não acertamos. É preciso fazer (as coisas) com sentimento e verdade, dentro das próprias limitações", afirmou, acrescentando que são essas limitações que nos impedem de enxergar a verdade das lições do Cristo.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Circunstancialmente

A abordagem do item 3.3 do Roteiro 4 do EADE, sobre "Circunstâncias e fatos: sentido geral e específico", será a tônica do trabalho a ser realizado neste sábado, 20 de agosto, no âmbito do Grupo de Estudo Jesus de Nazaré. A temática, que propõe instrumentalizarmo-nos para a correta interpretação do Evangelho, remete ao entendimento das ocorrências de nossa vida, que encontram paralelo nas diversas passagens evangélicas, desde que compreendamos seu sentido simbólico.
Todos lá!



domingo, 14 de agosto de 2016

Respostas

O encontro deste sábado resultou assaz satisfatório para os integrantes do "Jesus de Nazaré" que se fizeram presentes: além deste Coordenador (Isabel precisou faltar), compareceram Railza, Egnaldo, Valquíria, Waldelice, Marilene, Maria Augusta, Marilda, Fernando, Luiza, Cristiane e Lígia. Mas antes de realizarmos a atividade ordinária, procedemos à avaliação sobre o exercício semanal das virtudes escolhidas no(s) sábado(s) anterior(es) e assim ouvimos Railza comentar sobre como trabalhou a benevolência, "principalmente com os algozes"; de nossa parte, referimos o saber ouvir, salientando um ganho no mesmo sábado em que Jaciara nos presenteou; quanto à paciência, Valquíria salientou precisar muito, ainda, dessa virtude, embora a "acusem" de ser paciente; Marilda referiu a prudência, que, para ela, vem para auxiliá-la no exercício da compaixão, ressaltando que essa prática é infinita; Waldelice teceu comentários sobre a calma, que já trabalha há duas semanas, e Maria Augusta observou que, desenvolvendo a indulgência, é preciso recordar a proposta de Jesus aos que queriam lapidar a mulher adúltera: os que não têm pecado atirem a primeira pedra; Luiza revelou haver perdido o coraçãozinho vermelho com o "perdão" e levou a tolerância para exercitar-se na próxima semana e Marilene salientou ter "tirado" a virtude do sorriso e estranhou, porque "às vezes rio até demais".
Chegada a hora de nos debruçarmos sobre a tarefa ordinárias, a Coordenação repetiu a leitura do tópico 3.2 ("Cargos, funções e ocupações") do Roteiro 4 do EADE e recordou a consigna motivacional da conversa tida no sábado anterior: "Qual minha principal ocupação na vida, considerando a realidade espiritual?". Primeiro a falar, Fernando começou lembrando da parábola do bom samaritano e perguntou: "O que posso fazer por meu semelhante?"; segundo este companheiro, ele não pode ser, ainda, como o samaritano, "mas estar na Cobem e num grupo como este já nos ocupa, não pensando só nos familiares, mas por quem não tem como nos recompensar", disse, referindo-se especialmente aos desencarnados que atende nas reuniões mediúnicas: "Estamos numa célula de luz onde as coisas começam a acontecer", finalizou.
Para Valquíria, existe uma fuga muito grande quando negligenciamos os cuidados com a família e começamos a trabalhar fora da realidade espiritual, fingindo que não vemos nossa proposta reencarnatória, porquanto é no ambiente familiar que as máscaras caem e então começamos a meditar nossa condição espiritual: "O próximo mais próximo precisa de nossa energia renovada aqui", disse ela, referindo-se à Casa Espírita. Augusta, por sua vez, também referiu a questão familiar, revelando a condição adversa da relação consanguínea, felizmente superando a inimizade graças ao esclarecimento espírita. E Waldelice declarou que, na Casa, vem fazer sua parte, nas várias funções que realiza, mas observou que sua principal ocupação é ter compaixão dos companheiros, mormente "dos que me perseguem com suas atitudes, porque não faço isso e estranho que se queixem de mim a outras pessoas"; para ela, tudo evolui e melhora, "mas essas pessoas ainda se prendem ao passado, por isso as brigas, os desentendimentos, e eu fico triste".
Em seguida, Marilda comentou que tinha de ser professora, mesmo forçadamente, porque "meu centro é a educação, que vejo como autoeducação: o que preciso trabalhar em mim é o que observo nas pessoas, nos alunos"; segundo a companheira, sua condição de educadora ajuda no trabalho cotidiano junto aos familiares, mediando conflitos, embora às vezes se deixe entrar no jogo... "Somos todos dignos de que Jesus entre em nossa casa", proclamou Cristiane, referindo-se à passagem evangélica em que um centurião apela ao Cristo em favor de um servo; ela salientou que nossa ocupação é de trabalhadores cristãos: "Aqui (no Grupo e na Casa) vivemos o trabalho no modo reflexivo, para aprendermos a manifestar as várias competências se transformarão em habilidades, a fim de darmos o exemplo em casa, no modo comportamental"; somente assim, completou, a prática do bem não será mais hipocrisia.
Segundo Marilene, "ocupo-me usando as ferramentas à disposição: a família, a Cobem..., para minha transformação", salientando que a realidade observada na Casa Espírita, convivendo com pessoas bastante carentes, não é fuga das responsabilidades familiares. Luiza fez coro à companheira, ressaltando que "nossas atividades na Casa tocam a alguém". Depois, Railza, também ressaltando sua formação de educadora, frisou que não se prepara uma professora numa encarnação só e declarou que, assim como Jesus e Kardec, igualmente aceita ser "sacrificada" no exercício de sua ocupação, por acreditar no que faz: "Tenho responsabilidade nessa função", disse, acrescentando que, desse modo, marca as pessoas com quem convive com sinais positivos: "Com minha loucura, levo as pessoas para a lucidez com o que falo e faço, com os exemplos". Por fim, Egnaldo considerou ser um "estagiário", embora reconhecendo que todos têm uma função básica na vida: "Tento aprender com os companheiros", frisou, ressaltando que é preciso manifestar coragem confiança e esperança nesse tentame.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Nova conversa

Neste sábado, dia 13 de agosto, continuaremos a abordagem do item 3.2 do Roteiro 4 do EADE, sobre "Cargos, funções e ocupações" observados no contexto do Evangelho, com a finalidade de melhor interpretarmos as lições de Jesus. Nesse trabalho, destacamos, como visto na semana anterior, nossas próprias ocupações na vida, perante a realidade espiritual. Desta feita, explanaremos as conclusões das conversas em duplas realizadas no último sábado, após releitura do texto e recordação da consigna observada naquela ocasião. A intenção é problematizar a questão mais um pouco comparando nossas atividades cotidianas com aquelas da época do Cristo e citadas nas "Notícias históricas" que Allan Kardec pontuou na Introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo.
Somos todos chamados à participação.


sábado, 6 de agosto de 2016

Ocupações

Estamos realmente ocupados com o que verdadeiramente nos importa? Essa pergunta, ou o tom dela, deu o mote para as reflexões realizadas neste sábado no "Jesus de Nazaré", durante a abordagem do item 3.2 do terceiro tópico do Roteiro 4 do EADE. A conversa rendeu tanto que nem deu tempo de se fazer qualquer comentário ao final, e transferimos a partilha para o próximo encontro. Desta vez estávamos presentes Quito, Nilza, Jaciara, Waldelice, Iva, Cristiano, Marilda, Fernando, Isabel, Regina, Cristiane e este escriba dublê de Coordenador. Na oportunidade, demos as boas vindas a Maria Augusta, nova integrante que debutou nesse dia.
Antes da atividade propriamente dita, procedemos à tomada de contas quanto às virtudes trabalhadas ao longo da semana e assim Iva e Waldelice fizeram seus relatos sobre a calma, Quito falou sobre a fé, e Jaciara, que convive com recente deficiência auditiva e no passado foi voluntária do Centro de Valorização da Vida (CVV), comentou sobre o saber ouvir; Cristiano discorreu sobre sua vivência em função do equilíbrio, revelando ser muitas vezes intempestivo, enquanto Nilza trabalhou a paciência, Marilda desenvolveu o quanto pôde a compaixão e Regina teve oportunidade de explorar as alegrias da gentileza.
Em seguida a Coordenação realizou a leitura do texto do EADE, sobre "Cargos, funções e ocupações", recomendando que os companheiros presentes fizessem em casa o devido acompanhamento das "Notícias históricas" que Allan Kardec incluiu na Introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Após isso, a turma foi dividida em duplas para as reflexões acerca do tema proposto, a partir desta consigna: "Qual é minha principal ocupação na vida, considerando a realidade espiritual?". As respostas saberemos no próximo sábado.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Outra vez

A vida, para o Espírito em crescimento, é uma constante de paradas e retomadas das experiências, num processo que permite avaliar e reavaliar atos e pensamentos, com vistas à transformação do ser. Tem sido assim no "Jesus de Nazaré", recém-saído de mais uma folga, para retornar, neste sábado, 6 de agosto, ao trabalhos de abordagem dos tópicos do Roteiro 4 do EADE. Ainda estamos no terceiro desses tópicos e agora vamos nos debruçar sobre o entendimento do item 3.2, referente aos cargos, funções e ocupações das personagens presentes nos relatos evangélicos. A finalidade é compreendermos o contexto das lições de Jesus a partir do conhecimento referente a essas condições, abrangendo tanto os judeus quanto os romanos. Será útil, nesse intento, recordarmos o que Allan Kardec salienta na Introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo.
Até lá.