segunda-feira, 21 de junho de 2010

Culminâncias

Estamos chegando ao final da etapa de estudos com o livro "Jesus no lar". A turma já está informada quanto ao assunto do segundo semestre, o Discurso da Comunidade por Jesus, constante do capítulo 18 de Mateus em seu Evangelho. Até lá, contudo, ainda teremos mais uma aula com a última lição de "Jesus no lar".
O trabalho de sábado passado, 19 de junho, contou com uma participação reduzida, provavelmente em razão da proximidade das festas juninas, quando muita gente aproveita para viajar ao interior do estado. Além dos coordenadores, estiveram presentes Roberto, Fernanda, Fernando, Regina, Egnaldo, Ormalinda, Waldelice, Magali, Maria do Carmo Sampaio (Carminha), Faraildes, Valquíria, Iva, Isabel, Jaciara e Edward.
A atividade consistiu de cartazes afixados nas paredes e no chão, desde o corredor que dá acesso à sala, com frases para reflexão. Convém notar que nem todos os integrantes perceberam esses cartazes no percurso até a sala e tiveram que voltar para fazer a leitura, levando a coordenação a ponderar que nós ainda seguimos padrões comportamentais que nos impedem de observar detalhes diferentes em nosso caminho.
As frases foram estas:
1 - Em que ponto de sua caminhada evolutiva você se encontra?
2 - Que orientadores têm lhe ajudado em sua caminhada evolutiva?
3 - Que tipo de obstáculos você enfrenta nessa caminhada?
4 - Qual o padrão das atitudes presente neste seu momento evolutivo?
5 - Quais alegrias você experimenta ao atingir a culminância de seus objetivos?
Além dos cartazes, fizemos também uma representação do "monte Sião" referido no texto de Neio Lúcio, disposta no chão da sala, junto ao cartaz das "alegrias".
Após a leitura do texto, pediu-se que escrevessem numa folha de papel as reflexões individuais (desta vez não houve a subdivisão do grupo) feitas a partir do que compreenderam desde os cartazes.

Durante a partilha, Carminha declarou que, em casa, anteriormente, achama a lição "muito chata", com muito sofrimento. No entanto, ante a necessidade do grupo, teve uma nova visão e mais esclarecimento quanto às oportunidades divinas, entendendo que "temos tudo para chegar lá", ou seja, à construção do Reino de Deus em nós mesmos.
Isabel disse que inicialmente pensou na revolta, característica inexistente na personagem da história de Neio Lúcio, reconhecendo que nela mesma o que há é o melindre, a facilidade em se deixar magoar, o que sabe ser ruim. Remói as angústias dos momentos difíceis, acumula dores acreditando que a culpa é dos outros. "É mais que revolta", diz, admitindo que isso tira suas energias de bem viver, paralisando sua caminhada. "Tenho uma grande catarata", reconhece.
Valquíria salientou que o texto analisado mostra nossa própria história. Temos muitos obstáculos na vida, disse, ressaltando que, pela reencarnação, vimos à Terra para melhorar, para o crescimento espiritual. É preciso, pois - completou -, perseverar e ter fé, ser paciente e agir sempre.
Quem também se pronunciou foi Waldelice, afirmando ter a impressão de estar no início de sua caminhada, aprendendo através das palestras, livros e contato com as pessoas. Os obstáculos para o crescimento são muitos, disse, revelando que ás vezes se magoa mas logo esquece e segue adiante. Isso ajuda a viver, a fazer o bem, ponderou.
Por sua vez, Edward ressaltou estar longe do exemplo da lição: "Ainda estou cego, preso às imperfeições", disse, sabendo que é preciso crescer e por isso faz tentativas renunciando às ilusões, sem fanatismo.
Regina disse que o texto a fez refletir sobre dois aspectos: primeiro, somente uma pessoa, na lição, se dispôs a seguir a recomendação do anjo; depois, o caminho é feito em solitário. "É o que acontece com cada um de nós", lembrou. "Encontramos quem nos ajude e também os obstáculos - aqueles que nos cobram e os que são indiferentes, que também ajudam, tanto quanto o que nos dá a mão", disse, afirmando que já não se sente cega, mas vendo a luz e enxergando suas provas e expiações.
Por sua vez, Egnaldo lembrou que somos todos suscetíveis ao erro, de forma que fica feliz ao conseguir vitórias; ele citou que o idela é caminhar junto com o outro, mudando o padrão de comportamento.
Por fim, Iva avaliou que nos prendemos muito aos obstáculos e que ela tem trabalhado a auto-aceitação, sem preocupar-se com chegar "lá em cima". Não saímos daqui perfeitos, disse, acrescentando que também não chegaremos "lá" de uma hora para outra e que para isso é importante lançar mão da coragem.

Fechando o trabalho, a coordenadora Creuza Lage explicou que primeiro é preciso reconhecermos nossa cegueira, uma vez que não conseguimos enxergar tudo - para isso contamos com os orientadores, começando pela família. Quanto aos padrões comportamentais, ela disse que sua mudança é muito trabalhosa e demanda muito tempo: às vezes temos de repetir lições na vida e por isso precisamos rver os padrões em que nos movimentamos. Pode ser, observou Creuza, que o outro não queira andar conosco, mas podemos andar com o outro, embora nossa caminhada seja individual. Algo que precisamos perceber é que temos muitas alegrias na vida e elas muitas vezes são indicativos de crescimento. Não vamos, portanto, focar unicamente os obstáculos, posto que a jornada, como diz Neio Lúcio, é de redenção, que denota alegria e progresso.

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